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Mensagem: Segundo Testamento Manoel Hygino Em geral, sabemos muito pouco sobre a história de Jesus, embora estejamos na maior nação católica do mundo. Assim, julguei-me no dever de, aproveitando o período de Páscoa, ler mais alguns trechos de “A Bíblia Apócrifa, segundo Testamento”, do Frei Jacir de Freitas Faria, lançado pela Editora Vozes. O autor já é suficientemente conhecido no Brasil, assinando livros e artigos sobre a matéria e, na obra em causa, se tem a possibilidade de conhecer os textos que remontam às origens dos judaísmos e dos cristianismos perdidos. A obra tem oitocentas páginas e proporciona o ensejo de adentrar-se um pouco mais no Evangelho árabe da infância de Jesus. O Segundo Testamento é fruto de mais de duas décadas de pesquisa sobre a literatura apócrifa, quero dizer, os livros que foram excluídos da Bíblia. São 784 páginas de fé, presente numa literatura pouco conhecida, e a tradução apresentada se baseia em textos originários em suas diversas traduções para as línguas modernas. Os católicos consideram como inspirados 73 livros, havendo mais de 200 que ficaram fora da lista oficial que a Igreja reconheceu como inspirados. Datado do início do século VI, este Evangelho é a leitura que o mundo árabe fez de Maria. Além das peripécias e milagres do menino Jesus no Egito, a narrativa apresenta outros elementos da vida de Maria, sobretudo o seu papel de mediadora. Jesus afirma ser o Filho de Deus, conforme o anúncio do anjo Gabriel. Maria é apresentada como virgem, ao passo que Madalena é identificada como pecadora. Há vários manuscritos com versões do Evangelho árabe sobre a infância com os acréscimos de relatos do imaginário sobre o menino Jesus. Enfim, tem-se à mão para leitura e meditação uma profunda pesquisa sobre o tema, que ajuda a entender o que faltaria (?) nos Evangelhos cristãos. A Páscoa cristã, católica, tal como os brasileiros a acompanham todos os anos, já passou em 2026. Contudo, ainda há muito a aprender, algo que foi suficientemente sugerido no período recentemente encerrado. Neste ciclo de conflitos entre nações e povos, espalhados por vários continentes, um olhar cristão sobre os acontecimentos pode contribuir para amainar os ânimos e conter as ambições de poder, das quais só resultam danos à humanidade e à natureza. Pergunto-me se, nas celebrações pascais, houve quem refletisse sobre isso. E ainda há muito tempo pela frente para raciocinar e agir.
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